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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Rua Parana na década de 80 - Centro


A rua Paraná, em sua área central, tem também muitos lugares "proustianos", para definir equivalentes dos duplos "sensação-lembrança" que o autor (Marcel Proust, em "Em Busca do Tempo Perdido") classificava como de efeito altamente evocativo, quando a partir de uma imagem, um lugar, um aroma, um som, ele se transportava no tempo para o momento original.

Esta foto aparecia num cartão postal da cidade, que minha irmã Lenita gentilmente me enviou por volta de 1987. A foto deve mostrar a rua Paraná por volta de 1981 ou algo assim, visto que o cartão ao que me lembro já existia algum tempo. Esta foto mostra a esquina onde ao lado da lanchonete ali localizada ficava a "Loja da Lia", onde a Lenita trabalhou por vários anos, aproximadamente de 1978 a 1983.

Por muitas e muitas tardes eu ficava ali na porta da loja, onde na época fazia as vezes de auxiliar geral, juntamente com o colega Rui Lemes, colocando em dia os mais variados assuntos de nossa época, que sempre incluiam atividades da escola, o programa de meia hora de rock na Rádio Cultura AM (17:30 a 18:00) e naturalmente as belas meninas da cidade.

Coisas eternamente gravadas no tempo. Talvez todos os nossos momentos fiquem registrados num imenso arquivo cósmico, ou nos filamentos da inconsciência coletiva, que um dia quem sabe a Física Quântica nos ajude a decodificar e reviver.

Só hoje fui me dar conta do contador de visitantes. Evidente que este blog pela sua natureza vai interessar a efetivamente poucos. A cada um deles, porém, serei muito grato pela atenção.

Paz
Alex

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Rua Paraná em 1981


Fotografia de 1981, mostrando um pouco da Rua Paraná, em Jacarezinho, frente à saudosa casa onde morava neste ano. Meus irmãos (Liliane e Abner, na época com seus 10 e 9 anos), brincando de perspectiva. Ao fundo se vê um pouco da parte superior da rua, a Padaria Central, o Mercadinho do Jorge, etc.

Durante uma reunião recente, escrevi as linhas abaixo:

"Olho em meus olhos meus passos antigos,
fluídico encadeamento da eterna impermanência...
inexorável fuga antes da melancólica coda...
os dias felizes por onde outrora os trilhei,
os dias não tão felizes de onde ora me trazem,
os dias que quero felizes para onde me levam...


Luz cósmica
Alexandre